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sábado, 27 de abril de 2013

silenzio e penombra... seguiamo...



Deserto, ouça minhas dores suplicantes,
 espalhadas ao vento quente e 
livra-me 
das areias escaldantes sob os pés.
Deixe-me partir!
 Na sangria em cada gota da alma em transe,
nas pegadas deixadas por ti,
por vezes caminhaste comigo! 
Sigo desfigurada, por encostas sombrias
possuidoras das disformes figuras noturnas...
Sigo e a solidão me acompanha,
desfazendo-se em mirantes escurecidos que esfriam  os ossos,
neutralizam os vetores da paixão
e congelam os sentimentos,
 na ira adormecida,
 na fúria do desprezível e silenciosa,
nas inquietações dos amantes,
nas lanças de um destino incerto
sem ti,
sem nós,
desatados nós...
Ouça, deserto,
ouça meu silêncio esmagado nas entranhas, 
em cinzas abrasivas,
 meu deserto emudecido, ouça o meu amor...
Apenas ouça, enquanto caminhas...
 
krika 27/04/2013