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quarta-feira, 20 de março de 2013

Às vezes...




Ind'agorinha a poesia, vestida de felicidade, bateu em minha porta. Eu tava dormindo, derramada, vestindo uma calça velha e uma camiseta desbotada, mas com os cabelos arrumados. Eu não ouvi ela bater. Tava sonhando com o balé dos meus poemas disformes, coloridos e cadenciados nas palavras que, sem nenhuma cerimônia, se esparramam nas entrelinhas leitosas, gostosas de se ler. Então, a felicidade sentou na calçada esburacada, de cimento grosso batido e esperou. Acordei, ela ainda estava lá, sonolenta e cansada, olhando  pro nada no meio do céu colorido de estrelas, e com aquele sorriso de canto de boca esfumaçou dentro de mim. A felicidade é poética e eu? Bem... água viva!

Krika 20/03/2013