quarta-feira, 13 de junho de 2012

Onírico

Enquanto caminhava pelos campos do vale, onde o amor pede refúgio e a lua contempla o último fio do sol, os pensamentos tocaram as memórias, despertando sentimentos tão fortes, que nem mesmo o breu que instalava sobre os morros, deixando um rastro azulado no mundo, tonalizando o celeste do céu e trazendo sombras sobre os mortais puderam dispersar os sentidos voltados totalmente ao amor...
As lembranças mostravam a serenidade castanha daqueles olhos depois de amar, nos silêncios apaixonados entre braços e abraços marcados pela respiração pausada, num mesmo compasso pra se ouvir o coração. No amor o coração bate tão junto que parece um só. 
As mãos protetoras, envolvidas na aura da paixão, bailavam nos corpos suados, sedentos, afastando todos os medos e pudores abstratos, dispensáveis aos que amam assim.
Foram minutos, segundos talvez, em que o tempo parou sobre a terra pra que a vida pudesse passar,  mas parecia uma eternidade de recordações juvenis, porque saudade e amor nunca envelhecem.
Então o barulho da vida despertou o sonho do amor que dormia no sofá!

Krika 13/06/2012

3 comentários:

  1. Foto by krika - uma sala familiar! rsrs

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  2. Los recuerdos siempre quedan dormidos en el fondo del alma, para de vez en cuando, recordarnos que esos momentos existieron.
    Un cariñoso abrazo.

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    Respostas
    1. Gracias Rosi, un fuerte abrazo e mi cariño. bjs

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